Austrália prepara plano de US$ 3,2 bi para promover energias limpas

O governo australiano prepara um pacote de US$ 3,219 bilhões para promover as energias limpas e financiar o fechamento das usinas de carvão, publicou nesta terça-feira a imprensa local.

Segundo a proposta, as centrais obterão uma linha de crédito e garantias para seguir operando, mas deverão reduzir progressivamente tanto as emissões poluentes como sua capacidade, de acordo com o diário “The Australian”.

Fontes anônimas citadas pelo jornal indicaram que se não for implementado um fundo para financiar o fechamento das usinas elétricas de carvão e pagar pela redução de sua capacidade haverá “falhas no sistema” de abastecimento de energia no sudeste da Austrália.

O governo australiano deve anunciar no próximo domingo os detalhes de um polêmico imposto voltado aos grandes emissores de dióxido de carbono, o que não afetará os combustíveis.

A nova legislação, que entrará em vigor em julho de 2012, também obrigará as centrais de carvão a reduzir seus ativos progressivamente. Pelo projeto, estas usinas não poderão pedir novos empréstimos, mas receberão ajuda do governo para favorecer a transição às energias limpas e evitar a quebra do setor.

Os geradores de energia precisam refinanciar nos próximos cinco anos seus empréstimos, que somam 10 bilhões de dólares locais (US$ 10,731 bilhões).

A indústria do carvão espera uma indenização de 1,5 bilhão de dólares australianos (US$ 1,609 bilhão), enquanto há também a expectativa para medidas de proteção para o setor do alumínio e do aço e incentivos para as energias renováveis.

Fonte: Folha

Para vice-premiê britânico, Brasil é “superpotência ambiental”

Em sua primeira escala no Brasil, o número 2 do governo britânico, Nick Clegg, reuniu-se com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para falar sobre possíveis parcerias na área de energias renováveis. Segundo o vice-primeiro-ministro, o Brasil pode ser considerado hoje uma “superpotência ambiental”, cujo exemplo deve ser seguido por outros países.

“A economia verde será um dos pilares da nova economia social, ambiental e sustentável que todos queremos construir. (…) E o Brasil apresenta liderança em energia elétrica, em etanol”, disse Clegg, na abertura do Fórum “Reino Unido e Brasil: uma parceria para desenvolver inovação em negócios verdes”, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Nacho Doce/Reuters
Vice-premiê Nick Clegg (à esq.) é recebido pelo governador Geraldo Alckmin em evento ambiental
Vice-premiê Nick Clegg (à esq.) é recebido pelo governador Geraldo Alckmin em evento ambiental

Segundo Alckmin, o Brasil tem interesse em experiências como o Banco Verde britânico, criado recentemente para mobilizar investimentos para novas energias.

“São investimentos necessários”, disse, destacando a área de pesquisa e tecnologia. Clegg veio ao Brasil acompanhado de altos representantes de 16 empresas, sendo pelo menos cinco delas da área de energia, como a British Petroleum (BP) e a BG Group (British Gas).

Depois de São Paulo, Clegg segue para Brasília, onde se encontrará à tarde com o chanceler, Antônio Patriota, e o vice-presidente, Michel Temer. Na quarta-feira, ele visitará a Petrobras e o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Além de energia verde, outro tema que permeia a visita de Clegg ao Brasil é a possibilidade de parcerias em grandes eventos esportivos, uma vez que Londres será a sede das próximas Olimpíadas, em 2012, e o Brasil receberá a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Fonte: Folhaonline

Petrobras acha indícios de petróleo na bacia Sergipe-Alagoas

A Petrobras encontrou indícios de petróleo nas águas profundas da bacia Sergipe-Alagoas, onde tem parceria com a IBV Brasil, uma subsidiária das indianas Bharat PetroResources Limited e Videocon Industries.

A descoberta foi realizada a 2.321 metros de lâmina d’água (distância entre a superfície e o fundo do mar), no bloco SEAL-M-426, no poço 1BRSA851SES, de acordo com informação recebida pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Em outubro do ano passado, a Petrobras anunciou a primeira descoberta do bloco, que fica a 58 quilômetros da costa de Sergipe.

A empresa considerou na época que a área é uma nova fronteira petrolífera, já que as características geológicas são semelhantes às da bacia de Campos, maior produtora de petróleo do país, e a qualidade do óleo é leve como o do pré-sal da bacia de Santos.

O bloco foi adquirido na 6ª rodada de licitações da ANP, em 2004.

Fonte: Folhaonline

País precisa de R$ 1 trilhão para garantir energia até 2020

Serão necessários R$ 1,02 trilhão em investimentos para garantir a oferta de energia elétrica, petróleo, gás e etanol até 2020. Deste total, quase metade será aplicado pela Petrobras, e numa escala menor, pela Eletrobras.

Os dados fazem parte do Plano Decenal de Energia do governo, divulgado nesta segunda-feira pelo presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim. Segundo a EPE, no mesmo período a demanda total de energia irá subir 60%.

A maior parte dos recursos será aplicada na exploração e produção de petróleo: R$ 686 bilhões (67% do total). Graças ao pré-sal, o país praticamente triplicará sua produção, que passará dos 2,1 milhões de barris diários em 2010 para 6,1 milhões de barris por dia em 2020.

Em relação ao gás natural, a oferta total será quase duplicada, subindo de cerca de 109 milhões de metros cúbicos por dia em 2011 para 193 milhões de metros cúbicos diários em 2020.

Na área de biocombustíveis, o etanol concentrará maior parte dos investimentos projetados, de R$ 97 bilhões.

O aumento da frota “flex” no mercado brasileiro irá impulsionar a demanda por etanol que, segundo a EPE, deverá triplicar na década, passando de 27 bilhões de litros em 2010 para 73 bilhões em 2020 – incluindo 6,8 bilhões de litros para exportação.

A oferta de energia elétrica até 2020 deverá aumentar 55%, saltando de uma capacidade instalada de 110.000 megawatts (MW) em dezembro de 2010 para 171.000 MW em dezembro de 2020.

As fontes renováveis serão priorizadas (hidráulica, eólica e biomassa), segundo Tolmasquim, mas o plano prevê também a construção de térmicas movidas a combustíveis fósseis, em especial o gás natural.

Com relação às fontes renováveis, haverá queda da participação da fonte hidrelétrica na matriz, de 76% para 67% no período. Já a geração oriunda outras fontes alternativas, como a de usinas eólicas, de térmicas à biomassa e de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas), vai dobrar em dez anos, de 8% para 16%.

O destaque nesta área é a geração eólica, que irá saltar de 1% para 7% da matriz em uma década. Com isso, a fatia de fontes renováveis se manterá em torno de 83% ao final do decênio

O plano decenal não prevê aumento da participação de energia nuclear no país até 2020. Além de Angra 3, que já está em construção, o documento do governo não incluiu nenhuma outra usina nuclear em operação nos próximos 10 anos.

Fonte: Folha

EDP Renováveis e Repsol desenvolvem Parceria para Energia Eólica Offshore no Reino Unido

Esta parceria resulta da compra, pela Repsol, daSeaEnergy Renewables Limited, que era parceira da EDPR neste projecto. A empresa liderada por Ana Maria Fernandes passa a deter 67% da MORL, que desenvolve parques eólicos no Reino Unido, quando antes detinha 75%.

A EDP Renováveis (EDPR) anunciou hoje ter estabelecido uma parceria com a Repsol para o desenvolvimento de até 2,4 gigawatts de capacidade eólica offshore no Reino Unido. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDPR informa que ficará responsável por 60% da participação e que irá liderar a parceria, que surge na sequência da aquisição pela Repsol da SeaEnergy Renewables (SERL).

Segundo o mesmo comunicado, no seguimento da aquisição da petrolífera espanhola, da SERL detida pela SeaEnergy PLC e consequente reestruturação societária, «a EDPR irá deter 67 por cento da sociedade Moray Offshore Wind Limited (MORL), anteriormente detida a 75% pela EDPR e a 25% pela SERL», bem como «49% da sociedade Inch Cape Offshore Wind Limited, anteriormente detida a 100 por cento pela SERL».

A MORL está a desenvolver até 1,5 GW na Zona 1 do programa de atribuição de autorizações para o desenvolvimento de parques eólicos offshore no Reino Unido (“UK Round 3″) conduzido pela Coroa Britânica. A Inch Cape, por seu turno, está a desenvolver até 0,9 GW na região Escocesa de Firth of Tay, no âmbito do programa de atribuição de autorizações para o desenvolvimento de parques eólicos offshore em águas territoriais escocesas por parte da Coroa Britânica.

«Com esta nova parceria, a EDPR aumenta o seu pipeline de projectos, potencia as suas opções de crescimento rentável no longo prazo melhorando o seu perfil de risco, ao mesmo tempo que se associa com a Repsol, uma empresa de classe mundial no sector de energia e com um forte compromisso no desenvolvimento de capacidade eólica offshore», conclui o documento enviado à CMVM.

Fonte: Portal-Energia

Companhia russa quer investir US$ 1 bi em campos de gás no Brasil

A TNK-BP comprou da BP ativos na Venezuela e no Vietnã que teve de vender para cobrir custos gerados pelo desastre do vazamento de petróleo no golfo do México .
A russa TNK-BP está preparada para investir US$ 1 bilhão para comprar uma participação em campos de óleo e gás no Brasil, como parte de estratégia de expansão internacional, publicou o jornal Kommersant nesta quinta-feira.
A companhia é metade controlada pela britânica BP e analistas afirmam que, por causa do fracasso da BP em assegurar um acordo com a maior petrolífera da Rússia, Rosneft, a TNK-BP tem capacidade limitada de obter novas licenças de exploração de hidrocarbonetos na Rússia.
A TNK-BP comprou da BP ativos na Venezuela e no Vietnã que teve de vender para cobrir custos gerados pelo desastre do vazamento de petróleo no golfo do México. O Kommersant, citando fontes de mercado, publicou que a TNK-BP está negociando a compra de até 45% dos campos de petróleo e gás da brasileira iniciante HRT Participações.
Representantes da TNK-BP e do consórcio de empresários da companhia, AAR, não comentaram o assunto.
O jornal publicou que a companhia quer comprar os campos, localizados na bacia do rio Solimões, na Amazônia, e uma operação será considerada depois que a HRT comprar participação de sua sócia Petra Energia do Brasil.
A publicação informa que a TNK-BP avaliou os recursos dos campos em 2 bilhões de barris de óleo equivalente.
FONTE: Reuters News

O Futuro da Energia Eólica Residencial com Sistema que desconta a Energia Produzida

O Aerogerador Skystream 3.7 é a revolução na micro-produção eólica residencial, é o único no mercado capaz de trabalhar em áreas urbanas e comerciais, devido ao seu baixo nível de ruído.

Desenhado para fornecer electricidade silenciosa, limpa e com pouco vento. Desenvolvido em colaboração com o Departamento de Energia Nacional do Laboratório de Energia Renovável dos Estados Unidos.

O Skystream 3.7 foi criado inicialmente para proprietários de casas que procuravam uma forma silenciosa, conveniente e acessível para se proteger dos constantes aumentos dos custos da electricidade.

Fonte: Portalenergia

Deputados discutem importância do gás natural para a Bahia

A importância do gás natural na economia e desenvolvimento da Bahia será o tema da reunião realizada na terça-feira (17/05), às 9h30, na Assembléia Legislativa. Atendendo a convite da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, o diretor presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, fará uma apresentação sobre o tema, já que o estado tem a maior média nacional de participação de gás natural na matriz energética industrial (25%) e é o terceiro maior consumidor de gás no país.
Concessionária estadual dos serviços de distribuição de gás natural canalizado, a Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) alcançou resultados significativos nos últimos quatro anos fortalecendo seu papel como um importante agente para o desenvolvimento socioeconômico regional, principalmente através de sua expansão. Como resultado da política de investimentos, com ênfase na otimização dos recursos, a rede de gasodutos da empresa, que fechou o ano de 2010 como a maior do Nordeste, com 609 km, deverá ser ampliada para 665 km até o final deste ano, num investimento de aproximadamente R$ 60 milhões.

De importância estratégica, a interiorização do gás natural canalizado insere a companhia no processo de descentralização econômica do Governo do Estado, com participação integrada em projetos de macro desenvolvimento para as regiões sul, extremo sul e sudoeste da Bahia, a exemplo do Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste, o Aeroporto Internacional de Ilhéus e a Zona de Processamento de Exportações.

Focada na crescente demanda do mercado industrial baiano, a companhia investiu em expansão e modernização da malha, além de se antecipar às necessidades da indústria em novas áreas de atuação, realizando estudos de mercado e captando importantes clientes no Sul e Extremo Sul, o que permitirá significativo aumento de vendas.

Em 2011, por exemplo, deverá ser iniciado o consumo de dois clientes-âncora no sul do Estado. A partir do city-gate de Eunápolis, a companhia abastecerá a Veracel e a partir do city-gate de Mucuri, a Suzano Papel e Celulose. Também está previsto para este ano o início do atendimento ao polo de mineração e comércio do sudoeste baiano que, com as vantagens competitivas do gás natural, se tornarão ainda mais atraentes para novos empreendimentos.

FONTE: ASCOM Bahiagás

ANP aprova venda de ativos da Devon para a BP no Brasil

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou a venda para a britânica BP de direitos de exploração de petróleo no Brasil que eram detidos pela norte-americana Devon Energy, informou a entidade governamental em comunicado nesta terça-feira.

A aprovação ocorre mais de um ano depois do anúncio da BP de que estava adquirindo por US$ 7 bilhões ativos da Devon Energy que incluíam direitos de exploração no Brasil e em outros países.

A ANP informou que houve orientação do diretor-geral, Haroldo Lima, para que os técnicos da entidade analisassem o pedido de aprovação do negócio encaminhado pela BP “sem pressa”.

O pedido de aprovação chegou à ANP em junho do ano passado, dois meses após o acidente no poço de Macondo, no Golfo do México, considerado o pior derramamento de petróleo dos Estados Unidos.

As áreas técnicas na ANP envolvidas no tema forneceram, após avaliação dos trabalhos realizados pela BP para conter o vazamento no Golfo, pareceres favoráveis ao pedido de transferência dos direitos de exploração da Devon para a companhia britânica.

“A diretoria concordou com os órgãos técnicos da agência que a BP preenchia os requisitos técnicos, econômicos e financeiros exigidos”, informou a nota.

O negócio entre a Devon e a BP inclui nove contratos de concessão de blocos em bacias marítimas brasileiras, incluindo áreas na bacia de Campos. Também inclui área em bacia terrestre do Parnaíba.

No mês passado, a ANP havia concedido classificação de operadora “A” para a BP, o que permitia operação em praticamente qualquer tipo de região de exploração de petróleo no Brasil.

Apesar de ter uma presença antiga no Brasil no mercado de lubrificantes, e de ter entrado recentemente em etanol, até agora a BP não possuía atividades expressivas em exploração de petróleo no país, considerado importante para a produção futura da commodity após as grandes descobertas do pré-sal.

Fonte: Folhaonline

Energia eólica está em “círculo virtuoso”, diz Tolmasquim

A energia eólica entrou em um circulo virtuoso no Brasil e vem se firmando cada vez mais como alternativa para geração elétrica, avaliou o presidente da epe (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, ao avaliar o grande número de projetos desse segmento inscritos para o leilão A-3 e de energia de reserva, previstos para julho.

Segundo Tolmasquim, a cada leilão mais projetos eólicos são inscritos e com isso o preço de produção tem caído, o que atrai outros investidores.

“É um círculo virtuoso, o preço cai e você tem a possibilidade de contratar mais”, disse o executivo após palestra no Gas Summit Latin America 2011 nesta terça-feira.

“Existem várias empresas se instalando aqui e o Brasil pode virar uma plataforma de exportação (de equipamentos eólicos) para a América Latina”, avaliou.

Tolmasquim chamou a atenção também para o grande volume de projetos de termelétricas a gás natural inscritas para o próximo leilão. Ele credita o volume de projetos a gás às grandes descobertas feitas no segmento.

“Muitas térmicas a gás se inscreveram para o leilão (A-3), vamos ver se elas ficam competitivas”, disse.

Para o presidente da EPE, o leilão A-3 vai ter uma grande disputa entre tecnologias e os vários segmentos inscritos. “Vai ser um leilão interessante, uma disputa de tecnologias e ao segmentos da geração”, afirmou.

O executivo informou ainda que para o leilão A-5, que será composto por hidrelétricas, a tendência é reunir as cinco pequenas hidrelétricas do rio Parnaíba para licitar em pacote.

“Vão sair as licenças e elas (usinas do Parnaíba) vão entrar, são cinco usinas, duas ainda não tem licença, mas vão conseguir, o licitante levaria o pacote com as cinco usinas, juntas elas ficam mais atraentes”, disse Tolmasquim, lembrando que no leilão anterior duas dessas usinas não receberam oferta.

Segundo Tolmasquim, o A-5 deverá negociar cerca de 2.100 megawatts de energia hidrelétrica de entre 12 e 15 projetos.

Fonte: Folhaonline