ANP publica edital e modelo da 14ª Rodada de Licitações

Ao todo, serão ofertados 287 blocos nas bacias sedimentares marítimas na rodada que ocorrerá em 27 de setembro

Produção de petróleo

Licitações: o edital da 14ª Rodada traz aprimoramentos com relação às rodadas anteriores (David McNew/Reuters)

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou hoje (19), em seu site, o edital e o modelo de contrato da 14ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, nas bacias sedimentares do país e que ocorrerá dia 27 de setembro.

Estarão sendo ofertados 287 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Campos, Santos e Pelotas e nas bacias terrestres do Parnaíba, Paraná, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo.

A realização da 14ª Rodada pela ANP foi aprovada pela Resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nº 06/2017, publicada no Diário Oficial da União do último dia 20 de abril.

Segundo nota divulgada pela ANP, os documentos ainda passarão por consulta e audiências públicas para recebimento de contribuições do mercado e da sociedade.

O edital da 14ª Rodada traz aprimoramentos com relação às rodadas anteriores, inclusive, com incentivos à atuação dos fundos de investimentos; adoção da fase de exploração única e a retirada do conteúdo local como critério de oferta na licitação.

Seminário Técnico

Ainda em relação à 14ª Rodada de Licitações, a ANP promoverá amanhã (20), no auditório do Centro Cultural da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, o seminário técnico da rodada e que objetiva apresentar informações técnicas sobre as áreas que estarão sendo ofertadas.

O evento será aberto às 9h30 pelo diretor da ANP Waldyr Barroso e, depois, a superintendente de Definição de Blocos da agência, Eliane Petersohn, fará apresentação das áreas em oferta.

Fonte: Exame

Catar anuncia aumento de 30% da produção de gás

A atual produção de gás do país alcança 77 milhões de toneladas por ano e o aumento anunciado será equivalente a 6 milhões de barris de petróleo por dia

Saad al Kaabi, presidente da gigante estatal Qatar Petroleum (QP)

Saad al-Kaabi: “Este novo projeto vai reforçar a posição do Catar”, disse o presidente da QP (REUTERS/Naseem Zeitoon/Reuters)

Principal exportador mundial de gás natural liquefeito (GNL), o Catar anunciou nesta terça-feira (4) a intenção de aumentar em 30% a produção de gás, em plena crise diplomática e econômica com os vizinhos.

O anúncio foi feito no momento em que Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Egito devem examinar a resposta de Doha às suas exigências de uma mudança de política.

Na segunda-feira (3), o país entregou sua resposta ao Kuwait, que atua como mediador na crise, mas já havia rejeitado de modo implícito a lista de exigências, por considerá-las uma tentativa de atacar sua soberania.

Entre as reivindicações dos vizinhos, estão o fechamento do canal Al-Jazeera, o fim de uma base militar turca e a redução das relações com o Irã.

“Estamos diante de uma mudança histórica que não tem nada a ver com o tema da soberania”, tuitou o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes, Anwar Gargash.

Segundo ele, o Catar deve escolher “entre preservar (as relações com os vizinhos), ou se divorciar”.

Os quatro países árabes romperam relações com o Catar em 5 de junho passado. Os vizinhos acusam Doha de apoiar o “terrorismo” e de uma aproximação com o Irã. Os catarianos rejeitam essas acusações.

Também se adotou uma série de sanções econômicas. O governo dos Emirados considerou, porém, que é “prematuro” falar sobre medidas adicionais contra o Catar.

– ‘Reforçar a posição do Catar’

Os países adversários se reúnem no Egito, nesta quarta-feira (5), para um pronunciamento sobre a resposta do governo de Doha, que não foi revelada.

Além da ruptura das relações diplomáticas, desde 5 de junho, Riad, Abu Dhabi, Manama e Cairo fecham seu espaço aéreo ao Catar.

A Arábia Saudita, grande rival regional do Irã, Bahrein e Emirados pediram aos cidadãos do Catar que abandonassem seus territórios, e Riad fechou a única fronteira terrestre do Catar. A medida obrigou o país a recorrer a Irã e Turquia para suprir as necessidades de alimentos importados por via aérea, ou marítima.

Apesar das sanções, o presidente da Qatar Petroleum (QP), Saad al-Kaabi, anunciou a intenção do país de produzir 100 milhões de toneladas de gás natural por ano até 2024.

“Este novo projeto vai reforçar a posição do Catar”, afirmou Al-Kaabi, antes de acrescentar que o país “continuará por muito tempo o líder mundial do GNL”.

O Catar já é o principal produtor mundial de GNL. A atual produção de gás do país alcança 77 milhões de toneladas por ano. Com o aumento anunciado, a produção alcançará o equivalente a seis milhões de barris de petróleo por dia, explicou Al-Kaabi.

De acordo com Al-Kaabi, o aumento da produção acontecerá por meio de uma associação com empresas estrangeiras.

Se a Arábia Saudita e seus aliados impedirem a associação, o Catar trabalhará sozinho no aumento da produção, garantiu o presidente da QP.

Na segunda-feira, o Irã assinou um acordo de US$ 4,8 bilhões para extração de gás, com um consórcio internacional liderado pela empresa francesa Total.

Em abril, a QP anunciou a intenção de aumentar em 10% a produção de sua jazida offshore North Field, que compartilha com o Irã, encerrando uma moratória em vigor desde 2005 à espera de estudos sobre as consequências a longo prazo de uma exploração mais ampla.

O país reservou bilhões de dólares para o desenvolvimento da jazida e Al-Kaabi afirmou em abril que era o momento de acabar com a moratória.

De acordo com o Observatory of Economic Complexity, especializado em comércio internacional, entre 1997 e 2014, o Catar arrecadou US$ 125 bilhões por suas exportações de GNL.

Fonte: Exame

Investimentos em petróleo e gás aumentarão em 2017, diz AIE

Segundo o relatório da Agência, os investimentos do setor devem subir 6% este ano, a 460 bilhões dólares

Plataforma de extração de petróleo na Califórnia

Petróleo: cenário pode significar que o setor vê “a luz no fim do túnel” (David McNew/Getty Images)

Os investimentos no setor de petróleo e gás registrarão alta em 2017, após dois anos de recuo em consequência da queda dos preços, projeta a Agência Internacional de Energia (AIE) em um relatório divulgado nesta terça-feira.

Os investimentos do setor devem subir 6% este ano, a 460 bilhões dólares (+3% ajustando pela inflação), calcula a AIE em seu relatório anual sobre os investimentos.

Depois de uma queda de quase de 50% desde 2014, isto pode significar que o setor vê “a luz no fim do túnel”, afirma a agência, que usa como base para suas estimativas as informações das empresas.

Os resultados do primeiro trimestre de 2017 mostram “uma melhora significativa” do orçamento disponível na maior parte das grandes empresas de petróleo e gás, que fizeram grandes esforços para reduzir os custos nos últimos anos, explicou a agência, que representa países consumidores.

A recuperação inclui investimentos no Oriente Médio, onde os custos de produção são menores do planeta, mas também projetos do gás de xisto nos Estados Unidos.

Fonte: Exame

Russa Rosneft busca maior produção de gás e custos menores

Companhia pretende tornar-se a terceira maior produtora de gás do mundo e tão rentável quanto a Saudi Aramco

Logo da produtora de petróleo Rosneft é visto em um posto em Moscou, na Rússia

No ano passado, a Rosneft tornou-se a maior produtora de gás independente da Rússia e ficou em sexto lugar entre os produtores globais de gás listados (Maxim Shemetov/Reuters/Reuters)

Moscou – A russa Rosneft pretende tornar-se a terceira maior produtora de gás do mundo e tão rentável quanto a Saudi Aramco, afirmou o principal executivo do maior produtor mundial de petróleo por volume, em um artigo publicado nesta terça-feira.

“Temos que encontrar as ferramentas que nos permitirão aumentar a eficiência da empresa em todas as etapas da cadeia produtiva –desde a exploração de petróleo e gás até vendas no varejo de produtos petrolíferos”, escreveu o CEO Igor Sechin no jornal diário Izvestia.

No ano passado, a Rosneft tornou-se a maior produtora de gás independente da Rússia e ficou em sexto lugar entre os produtores globais de gás listados, disse Sechin.

“Nossa tarefa é ser a terceira maior empresa (listada de produção de gás) do mundo até o início da próxima década, aumentar a produção de gás para 100 bilhões de metros cúbicos até 2020 e nossa participação no mercado russo para 20 por cento”, disse ele.

Se os preços do petróleo permanecerem em 40 dólares por barril por um período prolongado, metade da produção global de petróleo se tornará deficitária, inclusive no Brasil e no Canadá, e os produtores de petróleo de xisto também devem enfrentar “dificuldades”, escreveu Sechin.

“Somente os produtores da Rússia, da Arábia Saudita, bem como uma série de projetos eficientes nos Estados Unidos, no Irã e em alguns outros países com custos de produção relativamente baixos podem permanecer estáveis ​​a preços baixos do petróleo”, escreveu ele. “Todos os outros produtores terão que ir”.

Fonte: Exame

Governo estuda maior liberdade para Petrobras precificar GLP

Uma resolução determina que o gás de cozinha em embalagens de até 13 kg deve seguir preços inferiores aos praticados para outras embalagens

Tanques de armazenagem de gás natural da Petrobras, na Baia do Guanabara

Petrobras: a atual resolução dificulta a atração de investidores para o setor (Dado Galdieri/Bloomberg)

Rio de Janeiro  – O governo federal está estudando uma maneira de retirar da Petrobras a responsabilidade de incentivar o consumo residencial de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), afirmou nesta quinta-feira o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Aurélio Amaral.

Atualmente, a resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) determina que o GLP em embalagens de até 13 kg, para uso residencial, deverão seguir preços diferenciados e inferiores aos praticados para outras embalagens, vendidos principalmente para os segmentos industrial e comercial.

Segundo Amaral, a atual resolução dificulta a atração de investidores para o setor.

“Tem que sair desse preço que é… praticado pela Petrobras diferenciado para um preço que possa, por meio de algum tipo de programa de governo…, subsidiar aquelas famílias que realmente precisam”, afirmou Amaral a jornalistas, em um evento do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás).

O diretor explicou que uma alternativa poderá ser a criação de uma política de governo que favoreça o consumo de GLP por famílias menos favorecidas economicamente, como por meio de fundos com essa finalidade e de programas como o Bolsa Família.

“Hoje, no Brasil, (esse incentivo) está sendo feito pela Petrobras, e não é função da Petrobras fazer esse tipo de coisa, ela é uma empresa, tem que produzir e vender”, frisou.

A mudança está em discussão no âmbito do programa Combustível Brasil, do governo federal, que tem como objetivo preparar o setor de refino e distribuição de combustíveis para uma retomada da economia brasileira, com o estimulo à livre concorrência e à atração de investimentos.

Fonte: Exame

França vai parar de conceder licenças para exploração de petróleo

Anúncio foi feito pelo ministro de Energia do país, que sinalizou que o país pretende aprovar uma lei sobre a questão

Extração de petróleo

Petróleo: “vamos aprovar a lei neste outono”, disse Hulot (foto/Getty Images)

Paris – O ministro de Energia da França, Nicolas Hulot, disse nesta sexta-feira que o governo planeja apresentar uma proposta de lei para que o país pare de conceder licenças para a exploração de óleo e gás na França e em territórios no mar.

“Não haverá novas licenças concedidas para exploração de hidrocarbonetos, nós vamos aprovar a lei neste outono”, disse Hulot, em sua conta no Twitter, após uma entrevista no canal de televisão BFM-TV.

Hulot, que era ativista ambiental antes de se tornar ministro no mês passado, disse que impostos sobre diesel e petróleo deverão convergir em um futuro não muito distante, conforme previsto nos planos do governo anterior, do Partido Socialista.

Fonte: Exame

 

Os Futuros do Gás Natural subiram durante a sessão dos Estados Unidos

© Reuters.  Os Futuros do Gás Natural subiram durante a sessão dos Estados Unidos
© Reuters. Os Futuros do Gás Natural subiram durante a sessão dos Estados Unidos
Investing.com – Os Futuros do Gás Natural subiram durante a sessão dos Estados Unidos na quarta-feira.

 

Na Bolsa Mercantil de Nova York, Os Futuros do Gás Natural em Julho foram negociados na entrega a US$ 2,891 por milhões de unidades térmicas Britânicas no momento da escrita, subindo 0,55%.

Anteriormente negociadas na alta da sessão a US$ por milhões de unidades térmicas Britânicas. O Gás Natural estava propenso a encontrar apoio em US$ 2,877 e resistência em US$ 3,082.

O Índice Dólar Futuros, que acompanha o desempenho do dólar norte-americano em comparação com a cesta das seis principais moedas, registrou perdas 0,09% para negociação a US$ 97,31.

Em outra parte da Nymex, O Petróleo para entrega em Agosto registrou perdas 2,87% para negociação a US$ 42,26 por barril enquanto O Óleo para entrega em Julho registrou perdas 2,66% para negociação a US$ 1,3578 por galão.

Fonte: Investing.com