Gás nacional ganha espaço em 2011

A participação do gás nacional na oferta ao mercado cresceu cerca de 10 pontos percentuais em 2011, a maior fatia desde 2005. Responsável por atender 45,1% da demanda em 2010, o gás produzido internamente supriu 54,8% do consumo total do mercado no ano passado.
O desempenho foi influenciado, sobretudo, pelos níveis recordes de produção nacional, puxados pela entrada em operação de importantes projetos de gás, como o Polo de Uruguá, e pela menor necessidade de importação de GNL. Vale lembrar que no ano passado houve uma redução significativa no despacho térmico, o que derrubou a demanda termelétrica de 12 milhões de m3/dia em 2010, para 8 milhões de m3/dia em 2011.

Ao todo, a oferta de gás nacional somou em 2011 cerca de 34 milhões de m3/dia no ano passado, alta de 18% frente aos 28 milhões de m3/dia registrados em 2010. Já a oferta de gás boliviano manteve-se estável, em 27 milhões de m3/dia, enquanto o consumo de GNL recuou de 7 milhões de m3/dia para 2 milhões de m3/dia.

Investimento aumenta

A área de Gás & Energia da Petrobras deverá investir este ano cerca de R$ 4,4 bilhões, crescimento de 14,5% ante o montante de R$ 3,84 bilhões registrado em 2011. Com a conclusão dos projetos Gastau, Gaspal II e Gasan II no ano passado, a companhia encerrou seu ciclo de investimentos na expansão da malha de gasodutos e se prepara agora para intensificar seus esforços na área de gás-química, termoeletricidade e GNL.

Para 2012, estão previstos no plano de negócios da petroleira o início da construção do terminal de GNL da Bahia, da planta de fertilizantes de Três Lagoas (MS) e da UTE Baixada Fluminense.

FONTE: EnergiaHoje

Novos diretores de Exploração e Produção e Gás e Energia tomam posse

Os novos diretores de Exploração e Produção, José Miranda Formigli, e de Gás e Energia, José Alcides Santoro, tomaram posse em cerimônia realizada na manhã desta terça-feira (14) na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Participaram do evento a presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, o diretor de E&P, Guilherme Estrella, que transmitiu o cargo, além de gerentes e técnicos da companhia.
Segundo o novo diretor de E&P, é preciso atenção redobrada com a previsibilidade de resultados de curto prazo. “A Petrobras tem um futuro brilhante, como poucas empresas de petróleo no mundo podem almejar ter. Seja pelo acesso a reservas ou pelo mercado brasileiro, que eu considero uma das maiores vantagens que temos”, destacou Formigli.

Em seu discurso, Santoro falou sobre o trabalho realizado ao lado da atual presidente da empresa. “Quando fui trabalhar no Cenpes conheci uma engenheira de perfuração, especialista em cimentação, com uma capacidade de trabalho que eu nunca vi igual. Era a nossa hoje presidente, Maria das Graças Silva Foster”.

Ao lembrar a trajetória profissional do novo diretor de Gás e Energia, a presidente da Petrobras citou as qualidades que uma equipe precisa ter para ser vitoriosa: “É necessário pessoas competentes e leais, o Alcides tem essas duas qualidades”. Graça Foster conheceu Formigli quando trabalhava no Centro de Pesquisas (Cenpes) com engenharia de poço. “Nos sentíamos muito incentivados com o Formigli, pela competência e pela seriedade com que realizava seu trabalho. Desejo sorte, coragem, ousadia, criatividade e muito trabalho aos novos diretores”, afirmou.

Carreiras

José Formigli é engenheiro civil formado pelo Instituto Militar de Engenharia em 1982, com especialização em engenharia de petróleo na Petrobras, onde foi admitido em 1983. Trabalhou em várias atividades relacionadas à completação de poços e engenharia submarina. De maio de 2008 a fevereiro de 2012, Formigli atuou como gerente executivo do pré-sal na área de exploração e produção, dedicado ao planejamento e à implantação dos projetos de desenvolvimento da produção das descobertas do Pólo Pré-sal da Bacia de Santos.

José Alcides Santoro é engenheiro de petróleo, formado no Curso de Engenharia de Petróleo pela Petrobras (1980-1981), pós-graduado em Geotecnia pela PUC-Rio e em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp. O novo diretor de Gás e Energia anteriormente ocupava o cargo de gerente executivo de Operações e Participações em Energia, sendo o responsável pela gestão de todo o parque gerador do gás e energia, coordenando as atividades relacionadas com a operação das termelétricas, negócios de energia e participações da Petrobras em empresas coligadas e controladas da área de energia.

FONTE: Agência Petrobras

Consumo de gás natural nas residências aumenta em dezembro

A demanda das residências por gás natural – que atingiu 871 mil metros cúbicos por dia – cresceu 13,22%, quando comparado o mês de dezembro de 2011 com o mesmo mês de 2010.

O levantamento feito pela ABEGÁS – Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado aponta que foram consumidos diariamente, em média, 48,6 milhões de metros cúbicos de gás no mês de dezembro de 2011, a rede de distribuição conta com 20.937,3 km de extensão e há 2.049.360 clientes em todos os segmentos de atuação das distribuidoras.

Comparando-se dezembro de 2011 com o mesmo mês do ano anterior, o consumo do segmento industrial – responsável por 55,81% da demanda brasileira de gás natural – apresentou um crescimento de 5,64%. As residências e o comércio também aumentaram a comercialização em 13,22% e 16,48%. Outra boa notícia foi a retomada do consumo de gás natural veicular, que cresceu 1,01% de um ano ao outro. Esses volumes só não elevaram o consumo médio diário de gás natural, em razão da queda no período de 4,8 milhões de metros cúbicos diários no despacho térmico.

Comparando-se com o mês anterior (novembro de 2011), houve uma diminuição de 3,07% no consumo de gás natural pela retração da demanda industrial em razão da sazonalidade do período. Porém, na mesma comparação, houve um crescimento do consumo de gás natural nos segmentos automotivo (5,26%) e comercial (17,21%).

A região Sudeste continua sendo a região que mais consome gás natural no país, com 31,3 milhões de metros cúbicos consumidos por dia em dezembro. Na seqüência, estão as regiões Nordeste com 10,2 milhões m³/dia e Sul com 4,4 milhões. Já as Regiões Norte e Centro-Oeste consumiram, respectivamente, 2,2 milhões m³/dia e 267,9 mil m³/dia.

FONTE: Assessoria de Comunicação da ABEGÁS

A invasão da onda ambiental

Mercado de produtos e serviços relacionados à sustentabilidade se expande e deve alcançar US$ 1 trilhão por ano em 2014.
Os chamados negócios verdes vêm gradualmente deixando de ser apenas um apelo à consciência coletiva para se tornar regra de sobrevivência de empresas no mundo globalizado. Nos últimos anos, empresas e governos vêm sendo cada vez mais cobrados a apresentar certificados que atestem a sustentabilidade de seus produtos e serviços, incluindo desde matérias-primas empregadas até o nível de comprometimento social dos seus executivos. Em paralelo, vigilantes comunidades na internet ameaçam colocar marcas consagradas na marginalidade, divulgando deslizes ambientais e éticos.

A economia verde movimenta centenas de bilhões de dólares em todo o mundo e consultorias estimam que, a partir de 2014, alcançará a marca de US$ 1 trilhão por ano, mudando radicalmente o panorama econômico atual, com a inclusão de emergentes como China e África do Sul. De olho nesse mercado, o setor privado vem avançando mais rápido que os Estados na nova seara de negócios.

“Iniciativas de empresas de todos os tamanhos ganham escala e reduzem o custos de inovações. Experiências são trocadas e negócios promissores estão sendo abertos”, afirma Marina Grossi, presidente-executiva do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), entidade que reúne os maiores grupos econômicos do país.

Embora análises pessimistas observem que o medo de uma recessão global pode retardar novos passos institucionais e até provocar retrocessos, Marina afirma que já foram derrubados “certos tabus, como o de que produto orgânico e energia alternativa não têm preços competitivos”.

As áreas de turismo e cosméticos estão provando que árvores em pé valem mais que derrubadas e Florestas artificiais dão múltiplos usos para a mesma madeira. O eucalipto, além de ter se tornado fonte de renda para produtores, tem despertado outros setores, como a apicultura.

O recurso se tornou ainda suporte para o ramo carvoeiro, com mais de um milhão de hectares plantados para a geração do carvão vegetal destinado ao consumo industrial e doméstico.

André Lobo Faro, gerente nacional da Husqvarna, líder no fornecimento de equipamentos para o manejo de áreas verdes, ressalta que a próxima inovação será transformar celulose em etanol em escala comercial.

A engenheira Ana Maria Abraão, sócia da consultoria Ambiente Eficiente, incubada na Universidade de Brasília, informa que empresas têm buscado mais certificações internacionais de sustentabilidade e projetos de prédios verdes. “Mesmo com instalações entre 5% e 10% mais caras, o setor privado percebe que ganha com o maior tempo de vida dos espaços e com a economia de energia e água, além do respaldo da opinião pública”, sublinha.

Marina Grossi torce para que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, encontro de líderes mundiais a se realizar na capital fluminense em 20 e 22 de junho, recoloque na trilha sustentável governos de países desenvolvidos. Ela lembra que a promessa do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de dar forte incentivo aos negócios verdes acabou barrada por impasses políticos.

Eólicas como opção a hidrelétricas

As alterações climáticas deverão centralizar os debates da Conferência Rio+20 e podem esbarrar em decisões sobre assuntos polêmicos no Brasil, como a construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA).

A Agenda 21, compromisso assinado pelos 177 países da Eco 92, no Rio, vem se consolidando e muitos governantes pensam duas vezes antes de tocar grandes empreendimentos de infraestrutura. Uma das consequências disso é o avanço recente da energia dos ventos (eólica) no país, que já tem participação significativa nos leilões de compra para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

“O aproveitamento do potencial eólico do país é muito menor, se comparado à realidade de Estados Unidos e Alemanha, por exemplo. Mas ele já participa e amplia rapidamente sua presença como energia complementar à hidrelétrica, provocando impacto ambiental bem menor”, afirma Álvaro Araújo, diretor-geral da Energimp, maior geradora do segmento no país, com capacidade, atual e em instalação, de mil megawatts (MW) em quatro estados.

Barateamento

Na visão de Araújo, as novas tecnologias estão tornando a atividade mais produtiva e menos cara. A participação da energia eólica na matriz energética brasileira, hoje em 0,8% do total, deverá atingir 7% em 2020, prevê o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDEE), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Mas as companhias do setor querem chegar a 15% nesse mesmo prazo. Elas defendem a realização de leilões exclusivos de compra e a busca da independência tecnológica. Se as previsões do setor estiverem corretas, o barateamento será inevitável.

Além das regiões Nordeste e Sul, onde é forte a presença de ventos e usinas, estudos indicam que Minas Gerais tem um dos maiores potenciais inexplorados. “O estado possui três Itaipus em energia eólica”, assegura Araújo. (SR)

Perda global só aumenta

O desarranjo do clima tem elevado o número de acidentes naturais e, consequentemente, causado prejuízos incalculáveis ao planeta. Nos últimos cinco anos, eles somaram US$ 750 bilhões. O cálculo é do Grupo Independente de Investigação (IEG, na sigla em inglês), uma entidade ligada ao Banco Mundial (Bird). “As catástrofes naturais estão mais comuns e as perdas são cada vez maiores. Só em 2010, os prejuízos com cheias e desastres no mundo somaram US$ 110 bilhões, mais que o dobro do registrado no ano anterior”, diz o vice-presidente do IEG, Vinod Thomas.

Contabilizados os reflexos das perdas provocadas pelo tsunami que matou mais de 300 mil pessoas na Indonésia no fim de 2004, o ano de 2005 foi o primeiro a registrar um saldo surpreendente: US$ 250 bilhões de prejuízos. “Por isso, é fundamental que os governos estejam comprometidos em poluir menos e mais preparados contra os efeitos das mudanças climáticas”, avalia Thomas. Em 2011, somente os gastos decorrentes dos terremotos e do tsunami no Japão, em 11 de março, superaram os US$ 300 bilhões – um novo recorde. E nem sequer entraram na conta os danos com furacões nos Estados Unidos.

A constatação é de que, nos dias de hoje, as atenções precisam ser redobradas diante do avanço dos desastres naturais. Nos anos 1980, lembra Thomas, as perdas eram bem menores e giravam em torno dos US$ 40 bilhões anuais.

“Além das mudanças climáticas, o aumento da população em áreas de risco tem colaborado bastante para o maior volume de vítimas e de prejuízos materiais”, pondera o especialista. O aumento das enchentes, por exemplo, está diretamente ligado ao das emissões de gás carbônico (CO2).

Alimentos

“O dilema de investir para estimular a economia e aumentar o deficit do governo é a preocupação dos economistas. Mas se os países aplicassem US$ 40 bilhões anuais, esse valor seria suficiente para cumprir metas de cortes na emissão de carbono e ajudaria a minimizar o impacto das mudanças climáticas”, calcula Thomas, que foi diretor do Bird no Brasil de 2001 a 2005. Para o executivo, o importante é antecipar as intervenções para minimizar prejuízos. “Os governos precisam investir em ações mais efetivas. Existem desastres que vão voltar todos os anos e é preciso estar preparado”, alerta.

Não há outra saída. “Tem que se reconstruir áreas devastadas para evitar futuras enchentes”, afirma. A alta dos preços dos alimentos é outro efeito dos desastres climáticos. Levantamento recente do Bird sobre a forte alta dos preços das commodities (produtos básicos comercializados internacionalmente) e o impacto disso na vida das pessoas mostrou que os preços dos alimentos subiram 15% no último ano, jogando mais 44 milhões de indivíduos na pobreza. “De 2008 a 2009, existiam 100 milhões de pessoas vivendo de forma precária no planeta e o número atual é crescente”, assegura Thomas, autor do livro O Brasil visto por dentro – o desenvolvimento em uma terra decontrastes, de 2005.

Fonte: GasBrasil

Gás natural traz economia de 60% às empresas

O uso do gás natural está representando uma alternativa interessante para muitas empresas da região de Campinas para reduzir a conta de energia elétrica nos chamados horários de ponta, quando ocorre maior demanda de consumo que corresponde ao período que vai das 17h30 às 20h30. Segundo o gerente de Cogeração, climatização e geração da Comgás, Pedro Silva, essa geração em horário de ponta pode representar uma economia que chega a 60%.
“Para alguns consumidores ligados a média pressão de gás, em geral clientes comerciais e pequenas indústrias existe a tarifação de energia elétrica chamada tarifa de horário de ponta, que corresponde ao período que as pessoas chegam em casa, que em geral vai das 17h30 às 20h30. Nesse horário a energia chega a custar seis vezes mais do que a energia chamada horário fora de ponta, quando eu posso obter uma geração própria nessas três horas e obter esse benefício de economia”, diz.

Horário de pico

Uma vez que a empresa já utiliza o gerador para economizar na conta nos horários de pico, passar a alimentar o sistema com um combustível mais barato que o diesel, por exemplo, assegura uma vantagem ainda maior. Só a relação entre o gás natural e o diesel já assegura uma economia de cerca de 20% aos empresários. Se comparado com o preço da energia elétrica em horário de ponta, a redução na conta fica muito mais favorável, já que o kilowatt-hora (kWh) da rede elétrica é cerca de 60% mais caro que o gerado a partir do gás natural. “É importante frisar que quem utiliza o gás natural para gerar energia fica em paralelismo com o grid elétrico, podendo utilizar a eletricidade de onde quiser e sem temer a falhas, queda e a falta do fornecimento”, completa.

Pedro Silva disse que se uma empresa quiser ter uma competitividade full time, ou seja, uma geração própria no período todo de operação tem que migrar para a cogeração.

“Uma geração de ponta, seja ela a diesel ou a gás, você tem uma eficiência energética baixa. Cerca de 30% dessa energia é transformada em calor. O restante joga fora. A cogeração reaproveita esse calor jogado fora, então dos 30% que se tem no ciclo aberto que é só a geração, eu passo a ter de 85% a 90% de eficiência no projeto, dependendo de toda a engenharia que for fazer atendendo a demanda do empreendimento”, explica Pedro Silva.

As empresas por sua vez têm demonstrado cada vez mais interesse nessa alternativa. Pedro Silva revelou que a Comgás tem crescido significativamente nesses últimos 4 a 5 anos com enfoque nesse tipo de aplicação de geração ou cogeração.

“A gente tem uma expectativa de ano a ano ter uma penetração maior até porque a cogeração através da eficiência energética que ela pode atingir. Ela é muito mais factível do ponto de vista, inclusive, para a geração de energia para a matriz energética nacional. O Brasil hoje cresce muito em termogeração, na termoelétrica a gás, a carvão e a óleo e muito mais a gás agora.. A eficiência num processo de cogeração chega a 85% de eficiência. Para uma termoelétrica ela atinge 40%, logo um versus o outro você está deixando de emitir gás de efeito estufa. Com a cogeração você deixa de ter investimento em transporte e em distribuição de energia porque você tem uma geração de energia dentro do próprio site”, comentou.

Clientes industriais

O gerente de Cogeração, climatização e geração da Comgás, Pedro Silva, disse que entre os clientes industriais atendidos pela Comgàs com a cogeração está a Ambev, em Jaguariúna e a Basf, em Guaratinguetá.

Pedro Silva disse que a Comgás tem aplicação, por exemplo, de ar condicionado a gás no Shopping Limeira, entre outras empresas. A Comgás está estudando a implantação de um data center para a região de Campinas numa geração de 20 Megawatts de energia só para cogeração a gás. Em Campinas, o Royal Palm Plaza Resort Campinas utiliza há dois anos, com sucesso, o gás natural para alimentar um gerador e garantir o fornecimento de energia para o estabelecimento com maior eficiência, economia e menor impacto ambiental. O resort campineiro, que converteu um gerador a diesel para o sistema diesel/gás natural, além de garantir economia diminuiu a emissão de poluentes com a queima do combustível fóssil.

Eficiência extrema

“No Royal Palm Plaza operamos com extrema eficiência há dois anos. Foi a nossa primeira aplicação de sucesso no Brasil”, destaca Roberto Barreto, gerente-comercial da WS Controles, empresa responsável pela conversão do gerador para o sistema bicombustível e parceira da Comgás na implantação do sistema no grupo hoteleiro.

Outro ponto positivo na conversão de geradores é que o retorno financeiro ocorre rapidamente. “Clientes que utilizam motores acima de 300KVA, operando nos horários de ponta, conseguem o payback em menos de um ano e meio”, ressalta Barreto.

Entre as vantagens de gerar a própria energia a partir do gás natural destaca-se o fato de que a empresa não corre o risco de uma eventual falta de combustível, uma vez que a distribuição é direta, sem o risco de interrupções.

Fonte: GasBrasil

Vice-presidente da Comissão Europeia chega ao Brasil para fechar acordos

O vice-presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, chegou ao Brasil nesta quinta-feira com uma comitiva de 30 empresários europeus para fechar acordos estratégicos.

Tajani, que também é comissário europeu para Indústria e Empreendedorismo, vai se reunir com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

A agenda do comissário europeu em Brasília inclui ainda um encontro com o vice-presidente Michel Temer, com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e com o ministro da Tecnologia, Aloizio Mercadante.

Em entrevista à agência de notícias Ansa, Tajani afirmou que “a visita ao Brasil é uma oportunidade para facilitar a cooperação entre Brasil e União Europeia em setores-chave para o crescimento e a competitividade, como inovação industrial e pesquisa, e reforçar a cooperação entre as pequenas e médias empresas”.

Ele ressaltou que “o Brasil está crescendo muito, não só economicamente, mas também politicamente”, e que a União Europeia quer fortalecer suas relações com os países emergentes.

“Ao Brasil interessa o know-how europeu, e à União Europeia interessa desenvolver o próprio know-how com empresas brasileiras, assim como o acesso às matérias-primas, não somente em função da exploração, mas também para um uso mais sustentável e eficiente dos recursos. Estamos interessados em colaborar, particularmente, na área das energias renováveis, na qual o Brasil é um dos primeiros produtores do mundo”, informou.

Antonio Tajani viaja na sexta-feira para São Paulo, onde se reunirá com empresários e políticos locais. Depois, segue para a Argentina.

Fonte: Folhaonline

Petrobras prevê 2,1 bi de barris na área de Guará

A Petrobras, operadora do consórcio BM-S-9, apresentou nesta quinta-feira à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a Declaração de Comercialidade da acumulação de petróleo e gás na área de Guará, no pré-sal da Bacia de Santos (SP), informou a empresa por meio de comunicado.

Essa declaração, informou a estatal, foi antecipada em um ano, visto que o prazo final do Plano de Avaliação aprovado pela ANP era 31 de dezembro de 2012.

Segundo o comunicado, o volume recuperável total estimado no local é de 2,1 bilhões de barris de óleo equivalente. Além disso, o consórcio sugeriu que o novo campo seja chamado de Sapinhoá, “mais um campo gigante descoberto em rochas do pré-sal brasileiro e um dos maiores do País”. Foram perfurados na área quatro poços, informou a Petrobras.

De acordo com a empresa, além da Declaração de Comercialidade foi apresentado à ANP o Relatório Final do Plano de Avaliação da área. Já o relatório do Plano de Desenvolvimento do campo será submetido à ANP em fevereiro de 2012, enquanto a Declaração de Comercialidade ocorrerá após a execução do Programa de Avaliação Exploratória na área, realizado a partir do primeiro poço perfurado em 2008.

“O sucesso exploratório obtido na área reafirma o elevado potencial do pré-sal e indica boas perspectivas de crescimento do volume de produção e das reservas de petróleo e gás da Companhia”, informou a Petrobras.

O Bloco BM-S-9 é operado pela Petrobras (45%), em parceria com as empresas BG Group (30%) e Repsol Sinopec Brasil (25%).

Fonte: Folhaonline

Leilões de áreas de petróleo só voltam após acerto de royalties

A 11ª rodada da ANP (Agência Nacional do Petróleo) só será realizada depois que a redivisão dos royalties do petróleo for aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente Dilma Rousseff. Ou seja, ficou para 2012, informa reportagem deDenise Luna publicada na Folha desta quinta-feira.

íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A decisão de atrelar o leilão de novas áreas para exploração à definição da distribuição das receitas foi confirmada à Folha pelo secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida.

“Leilão só depois dos royalties”, afirmou ele.

A demora para a realização da nova rodada –a última ocorreu em 2008– preocupa empresas do setor, que se queixam da falta de novas áreas para manter suas equipes no país.

O movimento de compra e venda de blocos de petróleo e gás natural entre as empresas que atuam no Brasil, que amenizou o problema nos últimos três anos sem leilão, está se esgotando pela falta de áreas disponíveis, alertam especialistas.

Segundo a Folha apurou com um representante de uma grande petroleira multinacional, a falta de leilões já fez o Brasil perder 30% de uma força de trabalho especializada. Os funcionários foram deslocados para outros países com maior chance de aquisições.

Segundo ele, geólogos estão indo para a África estudar o pré-sal, por exemplo, o que poderiam estar fazendo aqui.

Fonte: Folhaonline

Vice-presidente da Comissão Europeia chega ao Brasil para fechar acordos

O vice-presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani, chegou ao Brasil nesta quinta-feira com uma comitiva de 30 empresários europeus para fechar acordos estratégicos.

Tajani, que também é comissário europeu para Indústria e Empreendedorismo, vai se reunir com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

A agenda do comissário europeu em Brasília inclui ainda um encontro com o vice-presidente Michel Temer, com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e com o ministro da Tecnologia, Aloizio Mercadante.

Em entrevista à agência de notícias Ansa, Tajani afirmou que “a visita ao Brasil é uma oportunidade para facilitar a cooperação entre Brasil e União Europeia em setores-chave para o crescimento e a competitividade, como inovação industrial e pesquisa, e reforçar a cooperação entre as pequenas e médias empresas”.

Ele ressaltou que “o Brasil está crescendo muito, não só economicamente, mas também politicamente”, e que a União Europeia quer fortalecer suas relações com os países emergentes.

“Ao Brasil interessa o know-how europeu, e à União Europeia interessa desenvolver o próprio know-how com empresas brasileiras, assim como o acesso às matérias-primas, não somente em função da exploração, mas também para um uso mais sustentável e eficiente dos recursos. Estamos interessados em colaborar, particularmente, na área das energias renováveis, na qual o Brasil é um dos primeiros produtores do mundo”, informou.

Antonio Tajani viaja na sexta-feira para São Paulo, onde se reunirá com empresários e políticos locais. Depois, segue para a Argentina.

Fonte: Folhaonline

Demanda por energia no Brasil vai crescer mais que a da China

A demanda por energia no Brasil vai crescer a um ritmo mais acelerado do que na China nas próximas décadas, informa reportagem deTatiana Freitas publicada na edição deste sábado da Folha.

íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Segundo relatório anual da IEA (Agência Internacional de Energia), divulgado nesta semana, a demanda por energia no Brasil vai crescer 2,2% ao ano, entre 2009 e 2035.

Ao final do período, a demanda alcançará 421 milhões de toneladas de óleo equivalente (unidade que mede, de forma unificada para as diferentes fontes, a capacidade de geração de energia).

O percentual de crescimento é bem superior à média mundial, de 1,3% ao ano, e até à da China, de 2%. A expansão brasileira somente perde para a Índia, que verá a demanda aumentar 3,1% ao ano.

O gás natural terá um importante papel no desafio de atender à crescente demanda. A IEA estima que o consumo crescerá 6% ao ano no país, em resposta à maior oferta de gás com a exploração das reservas do pré-sal.

A demanda por energia nuclear também terá um forte crescimento, de 5,1% ao ano, e o uso da biomassa, o que inclui a cana-de-açúcar para a produção de combustíveis e geração de energia, crescerá 2,6% ao ano. A taxa é bem superior ao aumento da procura por óleo, de 0,8%.

Fonte: Folhaonline